Nariz
Desvio do septo e cornetos inchados, muitas vezes pela rinite, deixam o nariz entupido. À noite, a respiração passa para a boca, e a garganta fica mais propensa a vibrar e a fechar.
O que eu faço: cirurgia funcional do nariz, com laser.
O ronco e as pausas na respiração durante o sono podem nascer no nariz, na garganta ou na base da língua. Eu investigo onde o ar fica preso e indico o tratamento para esse ponto, do CPAP à cirurgia robótica pela boca.
Quem ronca quase nunca ouve o próprio ronco. Quem está ao lado ouve, e muitas vezes nota também as pausas: um silêncio no meio do ronco, seguido de um engasgo ou de uma respiração forte. Não é raro o casal acabar dormindo em quartos separados.
Se é você quem está marcando a consulta para o seu marido, ou para alguém da família, pode agendar pelo WhatsApp. E, se puder, venha junto: o que você vê à noite ajuda a entender o que está acontecendo.
Durante o sono, os músculos da garganta relaxam. Se a passagem do ar já é estreita, por um nariz entupido, amígdalas grandes ou uma língua que cai para trás, o ar passa com esforço e faz vibrar o que encontra pelo caminho. Esse som é o ronco. Quando a passagem chega a fechar por alguns segundos, a respiração para. Isso é a apneia.
A cada pausa, o oxigênio no sangue cai e o corpo desperta por um instante para voltar a respirar, quase sempre sem a pessoa perceber. O sono fica picado, mesmo depois de uma noite inteira na cama.
O efeito aparece no dia seguinte: acordar cansado, sentir sono durante o dia, dor de cabeça pela manhã, dificuldade de concentração. Com o tempo, a apneia sem tratamento está associada a pressão alta e a problemas do coração. Tratar a respiração durante a noite é cuidar também do dia.
O ronco pode nascer em mais de um ponto ao mesmo tempo. Tratar só um deles, sem saber dos outros, pode não resolver. Por isso a investigação vem antes de qualquer cirurgia.
Desvio do septo e cornetos inchados, muitas vezes pela rinite, deixam o nariz entupido. À noite, a respiração passa para a boca, e a garganta fica mais propensa a vibrar e a fechar.
O que eu faço: cirurgia funcional do nariz, com laser.
Amígdalas grandes e o céu da boca mole (o palato, com a úvula, a “campainha”) podem estreitar a passagem, em adultos e em crianças.
O que eu faço: retirada das amígdalas, com robô em adolescentes e adultos e com Coblation em crianças menores.
É a parte de trás da língua, já dentro da garganta. Com a pessoa deitada e os músculos relaxados, ela pode cair para trás e fechar a passagem. Fica no fundo da garganta, uma região difícil de enxergar e de alcançar pela boca com instrumentos comuns.
O que eu faço: cirurgia robótica pela boca.
Nem todo ronco precisa de cirurgia.
A polissonografia, o exame do sono, mostra se existe apneia e qual é a intensidade dela. Mas não mostra em que ponto o ar fica preso.
Para isso, quando a cirurgia está em avaliação, eu faço a sonoendoscopia. Com o paciente em sono induzido por medicação, passo uma câmera fina pelo nariz e observo, enquanto ele dorme, onde a passagem se estreita ou se fecha: no nariz, na garganta, na base da língua, ou em mais de um lugar. É esse mapa que orienta a escolha do tratamento.
O CPAP é um aparelho usado durante o sono: uma máscara leva ar com uma pressão suave, que mantém a passagem aberta. Quando ele é a melhor opção para o seu caso, é ele que eu indico.
Os cornetos são estruturas dentro do nariz que aquecem e umedecem o ar que respiramos. Quando ficam grandes, muitas vezes pela rinite, entopem o nariz e empurram a respiração para a boca, o que piora o ronco à noite.
Na cirurgia robótica transoral, a câmera e os instrumentos entram pela boca. Eu opero sentada no console do robô da Vinci, na mesma sala do paciente, e os braços do robô repetem os movimentos das minhas mãos. A imagem aparece em 3D e ampliada, e as pinças dobram como um punho.
Assim eu chego à base da língua e às amígdalas, no fundo da garganta, onde os instrumentos comuns alcançam com dificuldade. Na cirurgia de ronco e apneia, o robô me ajuda a tratar essas estruturas e os músculos ao redor.

Depois da consulta e dos exames, quando o ponto que fecha a passagem está na garganta ou na base da língua. A técnica é escolhida caso a caso, e na consulta eu explico por que ela serve, ou não serve, para você.
Amígdalas grandes estão entre as causas de ronco e apneia, inclusive em crianças. Em adolescentes e adultos, retiro as amígdalas com o robô. Em crianças menores, retiro amígdalas e adenoide (o tecido que fica atrás do nariz, no alto da garganta) com Coblation, uma tecnologia de radiofrequência usada nessa cirurgia.
Ouço a sua história e, se ela vier junto, a de quem dorme ao seu lado. Examino o nariz e a garganta e explico o que encontrei.
A polissonografia mostra se há apneia e qual a intensidade. Quando a cirurgia está em avaliação, a sonoendoscopia mostra onde a passagem fecha.
Com os exames em mãos, explico as opções para o seu caso: CPAP, cirurgia, ou os dois. Se a cirurgia for indicada, explico a técnica, os riscos e como deve ser a recuperação. A decisão é sua, sem pressa.
Eu mesma opero, em um dos quatro hospitais onde atuo.
Acompanho cada etapa da recuperação até o último retorno.
CRM-SP 189.304 · RQE 142351
Sou otorrinolaringologista. Atendo crianças e adultos com obstrução da via aérea superior, o caminho do ar entre o nariz e a garganta, e a maior parte do meu trabalho é dedicada ao ronco e à apneia do sono.
Não. Depende da causa e de existir ou não apneia. Em alguns casos o CPAP é o melhor caminho. Em outros, a cirurgia trata o ponto onde o ar fica preso. A consulta e os exames mostram qual é o seu caso.
Depende da cirurgia e de como você se recupera. Nos primeiros dias, é comum sentir dor ao engolir, controlada com remédio, e comer alimentos mais macios e frios. Antes de marcar, você recebe a previsão para o seu caso: internação, afastamento do trabalho e volta às atividades.
Às vezes o nariz é a principal causa, às vezes é só uma parte. Quando a garganta ou a base da língua também fecham a passagem, tratar só o nariz pode não ser suficiente. Por isso eu investigo a via aérea inteira antes de indicar a cirurgia.
Pode ser. A avaliação e a sonoendoscopia mostram se existe um ponto da via aérea que a cirurgia pode tratar no seu caso. Se a cirurgia não for indicada, eu explico por quê e quais são as outras opções.
Criança que ronca com frequência, dorme de boca aberta ou tem pausas na respiração merece avaliação. Amígdalas e adenoide grandes são causas comuns. Nem sempre a cirurgia é necessária, e a consulta define o melhor caminho.
Atendo no edifício JK 180, no Itaim Bibi, e opero nos hospitais Vila Nova Star, Albert Einstein, São Luiz Itaim e São Luiz Morumbi. Para agendar, fale pelo WhatsApp.